Quando Deus responde as nossas orações

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Por que Deus nem sempre atende aos pedidos que lhes fazemos?

Esta é uma pergunta que tenho recebido nestes muitos anos dedicados ao ministério de amor. A resposta é na maioria das vezes desfavorável a quem pergunta, sabe por quê?

“Porque Deus não atende a quem não tem uma relação íntima com ele.”

Ensinamento que recebi quando estudava sobre a importância da oração.

Como ter esta relação íntima com Deus?

Toda vez que alguém me faz essa pergunta lembro-me de algumas pessoas que conheci e que servem como reflexão da importância dessa intimidade com Deus.

Gercino Nogueira era casado, pai de três meninas e não era um homem de posses, como se dizia naquela época. Trabalhava há muitos anos em uma grande empresa no Rio de Janeiro, onde conseguira por merecimento chegar a um cargo importante. O conheci quando ainda era um operador de computador. Nossa amizade permaneceu mesmo depois que vim para São Paulo, hoje infelizmente, para a família e amigos, mora no Céu.

Gercino era querido por todos os seus amigos. Não era religioso, aliás, fazia questão de dizer que apesar de acreditar que havia um Ser Supremo no Universo, não entendia que seria este o Deus propagado pelas religiões. Não poderia ser considerado um ateu, mas não acreditava em Deus como a maioria do povo acredita.

O que deixava a todos intrigado, era como ele conseguia tudo com muita facilidade. Bastava dizer que necessitava de algo e, pronto, lá estava, enquanto a maioria de nós podia pedir, até implorar e nada conquistava. Por que será que isso acontecia? É muita sorte, murmuravam outros.

Isso me deixava impressionado, a ponto de resolver estudar esse fenômeno.

Apresentei ao amigo a necessidade de fazer um estudo sobre a “sorte” que o envolvia para apresentar em um dos cursos de Educação Espiritual que ministrava. Para minha surpresa ele consentiu com tranquilidade, talvez porque ele também gostaria de conhecer o motivo da sua facilidade de conquistar rapidamente o que desejava.

O estudo não foi longo. Ele era um homem simples e apesar do salário alto para aquela época mantinha-se austero nos gastos. Suas filhas estudavam em bons colégios, tinha um automóvel, um luxo para aqueles tempos, mas vivia com simplicidade. Todos os dias, ao deitar-se, agradecia pelo dia, mesmo que não tivesse obtido bons resultados, pedia para que o descanso fosse pleno e agradável; ao levantar-se se mostrava grato pela boa noite de sono. Tinha uma relação respeitosa com a família e os amigos. Ao final do estudo a conclusão foi que ele tinha uma relação íntima com Deus, pois, era alegre, generoso, amoroso, determinado em seus princípios, acreditava na possibilidade de realização da pessoa humana, portanto um homem de fé, repleto de bons sentimentos e altamente conciliador e pronto a amparar aqueles que o procuravam, sempre oferecendo aos mais necessitados uma palavra amiga, um abraço fraterno. Alguém com tais virtudes, caminha ao lado de Deus e, Ele, o Pai Eterno habita em seu coração, mesmo que o hospedeiro desse amor nem perceba que assim aconteça.

Gercino era um ser com uma relação íntima com Deus, por isso todos os seus pedidos eram atendidos. Veja o que diz Jesus em João 15:7:

“Se vocês permanecerem em mim e as minhas palavras permanecerem em vocês, pedirão o que quiserem e lhes será concedido.”

Gercino, mesmo não sendo um crente permanecia asfaltando caminhos com o amor de Jesus. Assim ia vencendo o Mundo.

O outro lado da moeda

Já em São Paulo conheci e fiquei amigo de Claudio (não me lembro do sobrenome dele), era um adepto altamente fanático do Opus Dei. Para quem não conhece trata-se de uma Instituição composta por sacerdotes da Igreja Católica e leigos casados ou solteiros. Tem como finalidade participar da missão evangelizadora da Igreja. A Opus Dei é uma prelazia pessoal, que foi uma forma jurídica encontrada por certo segmento da Igreja católica para aqueles que não pertencem ao clérigo pudessem contribuir na efetiva difusão da mensagem e da vida cristã. O decreto conciliar Presbyterorum ordinis (7-XII-1965), n. 10, estabelecia que “para a realização de obras pastorais peculiares em favor dos diversos grupos sociais em determinadas regiões ou nações, ou até mesmo em todo o mundo” se poderia constituir no futuro, entre outras instituições, “dioceses peculiares ou prelazias pessoais”. A Prelazia da Santa Cruz e Opus Dei procura difundir a vida cristã no mundo, no trabalho e na família, é uma  chamada universal à santidade e o valor santificador do trabalho cotidiano. Todos os seus componentes se consideram, pois, pessoas ligadas a Deus na busca da santificação, da transformação diária para iluminar os caminhos da fé.

Fiz este resumo rápido do Opus Dei para mostrar que o meu amigo era uma pessoa de fé, que buscava em seus propósitos pessoais encaminhar pessoas para esse caminho de uma vida Cristã iluminada.

Mas, ele não vivia uma vida Cristã iluminada na fé.

A pregação e a ação podem andar de braços dados, mas também pode estar distante da verdade da comunhão com a vida.

O meu amigo no mesmo momento que falava da importância de viver os ensinamentos e acreditar na Palavra deixada por Jesus, reclamava de tudo, da vida profissional, da situação familiar, dos amigos. Como poderia alguém com esse comportamento encontrar-se e fazer com que outras pessoas encontrassem Deus?

Claro que a sua vida conturbada não coadunava com seus propósitos religiosos ou de vida e, assim, tinha dificuldades de conquistar um sim divino para os seus pedidos. Era alguém diferente de Gercino, que estava distante da religião, mas tinha religiosidade em seu interior pessoal, enquanto ele, Claudio, mesmo sendo alguém ligado à religião, não conseguia receber o que pedia, significando que apesar de ser uma pessoa envolvida em um movimento de fé, não conseguia manter uma relação íntima com Deus.

Exemplos que nos mostram como construir um caminho para Deus

Estes exemplos mostram caminhos a seguir.

O caminho de Gercino também não é um bom caminho. Mesmo obtendo resultados na relação com Deus, estar afastado de uma ação religiosa acreditando que as religiões para nada servem, particularmente considero um erro. A comunhão com as pessoas na Congregação de um culto religioso nos aproxima da conquista da presença de Deus a partir do outro, nos tira do mundo da ilusão e nos apresenta e nos propõe um mundo de verdade infinita.

Mas não podemos incorrer no erro do Claudio que mesmo estando ligado a uma ação religiosa, considerada dentro do Catolicismo como um caminho de dignidade em busca da manutenção da fé, mantinha-se distante de Deus.

Assim, o importante é manter uma relação íntima com Deus para que Ele nos refugie no seu Amor Infinito e nos proporcione a possibilidade de conquistarmos tudo o que precisamos para sermos felizes.

Como ter essa relação intima com Deus

Na Nova Palavra, na ação do Fogo Divino aprendemos com a Espiritualidade que Deus mesmo sendo Misericordioso no entendimento de nossos limites, age na mesma medida que medirmos; ensinamento que Jesus nos deixou em Lucas 6, 38:

“dai, e dar-se-vos-á; boa medida, cheia, recalcada, sacudida e transbordante generosamente vos dará; porque, com a mesma medida com que medirdes, sereis medidos vós também.”

Ensinam também que para esta relação íntima com Deus devemos ter:

“Alegria no coração; sermos generosos, amorosos, determinados, com muita fé; ter bons sentimentos e oferecer amparo aos menos favorecidos.”

Enfim, para ter essa relação íntima com Deus e Dele receber a Misericórdia e as benesses que Ele tem a nos oferecer é necessário estar com o coração aberto ao outro e, então esta máxima acontecerá em sua vida:

“Se vocês permanecerem em mim e as minhas palavras permanecerem em vocês, pedirão o que quiserem e lhes será concedido.”

 

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