O Fogo Divino, como tudo começou…

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Tenho recebido muitas perguntas de como aconteceu a Comunicação do O Fogo Divino. A grande maioria das pessoas acredita que a Palavra de Deus que nos chegam por meio de Seus mensageiros ocorrem como a Luz se faz ao apertar um interruptor, mas, na verdade ela chega aos poucos, à medida que o nosso conhecimento vai aumentando. Para tanto, não chega somente por meio desses mensageiros do amor divino, mas, também de Amparadores encarnados que Ele permite aproximar-se de nossas vidas trazendo bons e maus exemplos que nos conduzirão ao caminho de acordo com a sintonia de nossa energia espiritual. O Fogo Divino é esse exemplo de que O Pai que tudo sabe e entende as limitações humanas constrói, por meio de nós, tijolinho a tijolinho, edifícios consolidados em seu amor, os quais, jamais seriam construídos sem o tempo da CONSOLIDAÇÃO INTERIOR. Primeiro em nós mesmos.

Como uma lufada de vento forte acontece O FOGO DIVINO em minha vida

Em 1984 fui convidado para ministrar uma palestra sobre marketing editorial em uma grande editora católica. Nessa época eu trabalhava no comercial de uma renomada empresa prestadora de serviços no segmento de processamento de dados e prestava consultoria para uma empresa jornalística de Campinas, interior do Estado de São Paulo, portanto, tinha experiência no marketing de relacionamento e na organização e elaboração de projetos para o segmento editorial, utilizando para tanto, a experiência adquirida em anos de trabalho no setor hoje chamado de Informática.

A palestra estava marcada para o dia 15 de novembro, mas, só aconteceu no dia seguinte, pois meu filho, ainda pequeno, estivera acometido de uma indisposição intestinal que nos obrigou a levá-lo para um hospital. Tudo parecia contribuir para que não estivéssemos presente àquela reunião. Mas, no dia seguinte, às oito horas da manhã, era um sábado, lá estava eu pronto para a palestra, tendo a minha frente perto de umas duzentas mulheres entre jovens e senhoras, algumas bem jovens, outras muito idosas.

Estava preparado. Havia montado um roteiro com assuntos pertinentes à época e, principalmente, definido as necessidades que uma empresa editorial precisava atentar para aumentar em muito as suas expectativas de vendas, no caso de uma revista, quer seja nas vendas de assinaturas e na venda de espaços publicitários.

Logo que iniciei a palestra senti que algo estava ocorrendo, pois, estava fugindo do roteiro e entrando em uma área completamente desconhecida para mim, e que, com certeza, ainda, não dominava, que era o marketing motivacional, um segmento não muito propagado naqueles tempos. A verdade é que não conseguia retornar ao roteiro pré-estabelecido e continuava a versar sobre assuntos que não programara e sequer tinha consciência sobre o grau de conhecimento e aceitação que teria com aquela fala.

É importante ressaltar o quanto me sentia tranqüilo, como se estivesse em paz comigo mesmo, distante, inclusive, das sensações de perplexidade e êxtase que minhas palavras traziam aos corações, daquelas senhoras, em expectativa crescente, já que não me conheciam.

Para minha surpresa quando da parada para o café, por volta das dez horas, várias das senhoras mais idosas se dirigiram em minha direção, algumas me abraçando com lágrimas nos olhos, outras de sorriso aberto, como a agradecer-me por algo que, sinceramente, não tinha consciência haver conseguido com a primeira parte das minhas reflexões sobre os problemas que atingia aquela Instituição.

Uma daquelas senhoras, segurando em minhas mãos disse com lágrimas nos olhos:

Se o Primeiro Mestre aqui estivesse teria proferido as mesmas palavras, com a mesma intensidade e clareza. Muito obrigada, Jesus o abençoe e continue iluminando-o para que a segunda parte da sua palestra seja tão intensa quanto à primeira, e o Primeiro Mestre continue a nos alertar, por seu intermédio, para que possamos decidir justa e concretamente sobre o melhor para a nossa querida revista”.

Ainda não saíra da minha perplexidade e assustado com esta afirmativa e com os sentimentos que pululavam em meu interior, senti uma mão firme, sem agressividade, macia, a puxar-me para um abraço fraterno e um sentimento de paz invadiu o meu coração, que naquele momento queria como minha alma, pular fora do peito, amainada por uma voz macia e terna de quem entregara verdadeiramente a sua vida a causa de bem servir ao Pai Celestial, a dizer-me:

O senhor é, verdadeiramente, um enviado do Pai. Como a irmã falou: o senhor nos fez hoje sentir a presença do Primeiro Mestre, com palavras incisivas e pragmáticas, era como se ele aqui estivesse chamando a nossa atenção e clamando por uma tomada de posição enérgica e segura que a situação requer. O senhor é um enviado do Espírito Santo, e o vento forte, este Fogo Divino que senti sair de sua boca é a força desse amor purificado de Deus em nossas vidas. Jesus o abençoe”.

Enquanto ela falava pude ver seus olhos azuis e serenos depositados não no meu corpo físico, mas como se estivesse acariciando o meu espírito. Percebi, então, naquela senhora bem idosa, talvez italiana, o futuro confirmaria que estava certo, era uma italiana, alguém de muita força interior, conhecimento profundo sobre o que falara e ao soltar-me do abraço, ainda completou:

um dia, tudo se confirmará, acredite: o senhor é um espírito santo de Deus, jamais esqueça isso, pois, O Fogo Divino, já é parte da sua jornada espiritual”.

Senti uma voz firme, serena e uma mão amiga a socorrer-me:

Vamos permitir, irmãs, que o jovem venha para um café antes que retome a sua fala”.

E, a irmã que me contratara, puxando-me pelo braço levou-me até uma enorme cozinha onde um café quentinho, com diversos tipos de pães e biscoitos nos aguardava.

A segunda parte da palestra transcorreu tranqüila como a primeira, apesar das ansiosas e objetivas perguntas que aquelas senhoras faziam. Não eram despreparadas, sabiam o que queriam e como queriam, apenas buscavam novas formas e técnicas para comercialização de seu produto que tinha como objetivo principal a Evangelização pelos meios de comunicação social.

Ao final fui aplaudido de pé por três vezes, por longo período. Segundo a irmã que me contratara algo que jamais acontecera em eventos como aquele.

Só consegui me desvencilhar, pelos apelos feitos pela irmã que me contratara, já que queriam que almoçasse com elas, lembrando-as, o que não podia como dissera, meu filho estava adoentado e, por falta de comunicação, não sabia se a infecção regredira, ou não. Enfim, após algumas respostas entre abraços e apertos de mãos. Ouvindo o quanto eu havia sido iluminado pelo Espírito Santo e pelo Primeiro Mestre, conseguimos, eu e a irmã sair do salão e nos dirigirmos para a porta de saída.

Ao chegarmos a uma grande sala de reunião que servia como sala de espera para os visitantes, já que estávamos em um misto de convento e empresa, enquanto recebia o pagamento referente à palestra, não consegui conter-me e perguntei a irmã sobre quem seria o Primeiro Mestre que tão enfaticamente haviam sugerido de quem eu recebera a inspiração para a palestra, seria Jesus? E o porquê, as irmãs entenderam, estar eu, iluminado pelo Espírito Santo e envolvido por um Fogo Divino.

Ela sorriu com aquele ar de sabedoria que sempre a envolve quando ela conhece profundamente a resposta dizendo-me:

Bem, o Primeiro Mestre, para nós, é o Fundador da nossa instituição; alguém que amamos e confiamos as nossas vidas e temos, apesar de não estar mais entre nós, pois, morreu há alguns anos, mesmo assim, ainda, continuamos a seguir as suas orientações. E, hoje, para nossa surpresa você conseguiu de forma enfática retratar muita das observações que ele nos faria se aqui estivesse. O que deixou as irmãs entusiasmadas com a sua fala é que sentimos como se ele estivesse, em espírito, ali a nossa frente nos dizendo o que e como fazer para uma retomada de posição. E só alguém iluminado e tomado pelo Espírito Santo poderia promover algo assim. Quanto ao Fogo Divino, é ele o que nos permite estar repleto do Espírito Santo, é o vento Divino que aquece as nossas almas e nos aproxima de Deus, é, pois, Centelha Divina”.

Após um abraço fraterno sai pela porta com um sentimento do dever cumprido, mas com o coração e a mente, ambos, envolvidos por uma sensação estranha de que algo que fugira ao meu controle acontecera naquele dia.

O que posso dizer após tantos anos é que valeu a pena. O fogo Divino se fez presente a partir daquele momento em minha vida. Situações que pareciam ser impossível vencer foram transformadas e facilitadas, como se um vento forte e quente me envolvesse mostrando o caminho a seguir e, mais que isso, me fortalecendo, iluminando e mostrando o quanto é possível a nossa vitória, se acreditarmos.

E o aprendizado continua…

Muita Paz!

 

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